O lócus da pesquisa será o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, Campus Alta Floresta, implantado em 2014, situado às margens da MT 208, na entrada da cidade. Em janeiro de 2015, o Campus Alta Floresta do IFMT foi implantado com muita comemoração. Havia espaço – e necessidade – para a implantação de uma instituição que ofertasse ensino técnico e cursos superiores.
De acordo com Flores (2018) o campus do IFMT, então, começou ofertando o curso Técnico em Administração integrado ao ensino médio e os chamados cursos FIC de Libras, Inglês Instrumental, Agricultor Familiar, Cuidador Infantil (esses, no próprio campus na cidade, que então funcionava em prédio cedido pela prefeitura, com apenas três salas de aula e um laboratório de informática) e Cuidador de Idosos, Condutor Ambiental e Cuidador Infantil.
Inicialmente, o Campus Alta Floresta articulou tipos específicos de atividades que pretendia realizar, bem como o papel significativo que assumiria rapidamente no contexto regional. Alguns cursos inaugurais foram afiliados ao Programa Mulheres Mil, associado ao Pronatec. Essa iniciativa foi concebida para capacitar mulheres jovens e adultas desempregadas que se encontram em circunstâncias sociais e econômicas precárias, permitindo-lhes adquirir novas competências que facilitariam sua integração ou reintegração ao mercado de trabalho.
Juntamente com a Prefeitura Municipal de Paranaíta, estendeu suas ações para esse Município recebendo uma área para implantação de sua fazenda experimental. Neste município iniciou sua atuação com o curso técnico em administração integrado ao ensino médio, que passou a ser ofertado juntamente com o curso técnico em agropecuária integrado ao ensino médio e com a implantação da fazenda experimental.
Atualmente o Centro de Referência em Paranaíta oferece o curso técnico em agropecuária integrado ao ensino médio e conta com a fazenda experimental para a realização de visitas técnicas, aulas práticas e projetos de extensão.
O IFMT campus Alta Floresta, conta com uma construção de aproximadamente 4.300m², com 20 salas de aulas, 17 salas administrativas, biblioteca, auditório, laboratório de química e de biologia, laboratório de biologia molecular para detecção de Covid-19, testes PCRs do coronavírus, laboratório de metabolismo e digestibilidade animal, quadra poliesportiva, quadra de vôlei de areia, futebol de campo, espaços de convivência com redário, restaurante para atender a comunidade acadêmica, além de estacionamento para 150 veículos (IFMT, 2024).
O campus atualmente conta com 27 técnicos-administrativos em educação e 58 docentes, 4 estagiários, e 22 colaboradores. Oferece atualmente os cursos Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio, Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio, Bacharelado em Zootecnia, Bacharelado em Administração e Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos. Com capacidade para atender aproximadamente 1.000 alunos, está localizada a uma distância de 800 km da capital do estado Cuiabá/MT (IFMT, 2024).
O Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT) é um programa de pós-graduação
stricto sensu, de alcance nacional, voltado à formação de profissionais no campo da Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Vinculado à Área de Ensino e reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de pessoal de Nível Superior (CAPES), do mInistério da Educação, o programa tem como foco promover a articulação entre trabalho, ciência, cultura e tecnologia, integrando saberes teóricos e práticos.
Com área de concentração em Educação Profissional e Tecnológica. O ProfEPT busca oferecer uma formação
crítica e interdisciplinar que possibilite tanto a produção de conhecimento quanto o desenvolvimento de
Produtos Educacionais (PE) e soluções inovadoras para o campo da EPT. Entre seus objetivos, destacam-se:
a promoção da formação continuada de profissionais que atuam na educação, gestão e pesquisa; o incentivo
à investigação interdisciplinar voltada à melhoria dos processos educativos e de gestão; e a formação de
pesquisadores capazes de articular os saberes do mundo do trabalho com o conhecimento científico,
contribuindo para o desenvolvimento social, econômico e cultural das diversas regiões do país.
O egresso do ProfEPT é preparado para desenvolver pesquisas aplicadas, propor soluções tecnológicas e
pedagógicas voltadas à qualificação da Educação Profissional e Tecnológica, tanto em espaços formais
quanto não formais de ensino, fortalecendo o compromisso com uma educação pública,crítica e
socialmente referenciada.
O Departamento de Administração e Planejamento do IFMT do Campus Alta Floresta é regulamentado pelo Capítulo III do seu Regimento Interno.Trata-se de um órgão ligado diretamente à Direção Geral tendo como principal função planejar, coordenar e supervisionar todas as atividades relacionadas à administração, planejamento, infraestrutura, e gestão orçamentária, financeira, contábil e patrimonial da instituição (IFMT, 2023).
A estrutura do departamento é composta por diversas coordenações e setores que garantem a atuação no campus: Coordenação de Compras e Licitações, Coordenação de Contratos e Convênios, Coordenação de Logística e Manutenção, Coordenação de Tecnologia de Informação, Setor de Contabilidade, Orçamento e Finanças e Setor de Almoxarifado e Patrimônio.
É possível elencar segundo (IFMT, 2023), as atribuições do DAP que são amplas e concentram-se especialmente na Gestão Financeira e Orçamentária do Campus Alta Floresta, estendendo-se também ao planejamento institucional, infraestrutura e prestação de contas. Suas principais responsabilidades, conforme seu regimento, incluem a gestão financeira e Orçamentária momento em que o servidor planeja, coordena e supervisiona a gestão contábil, orçamentária, financeira e patrimonial, controlando a alocação e utilização dos créditos orçamentários e supervisionando sua execução e correta aplicação dos recursos públicos.
Outra atribuição deste departamento é o planejamento estratégico institucional, definindo prioridades e elaborando o plano anual de ações, zelando pelo cumprimento das metas institucionais. Vale ressaltar que é de suma importância o acompanhamento dos projetos técnicos e das execuções de obras e serviços de engenharia, bem como a fiscalização das atividades relacionadas à infraestrutura física do campus.
É crucial destacar que cabe ao chefe do DAP identificar as necessidades de capacitações e propor treinamentos aos servidores, sugerindo a alocação eficiente de recursos financeiros, materiais e humanos. Não menos importante estão a elaboração dos relatórios gerenciais e de gestão do campus e prestação de contas institucionais. Dessa forma, esse departamento presta informações e emite pareceres técnicos, atende a questionamentos de auditorias tanto internas quanto externas, acompanha o desempenho e o funcionamento das unidades administrativas subordinadas.
O DAP do campus Alta Floresta, está organizado e subdividido em setores e coordenação, que são elas: Coordenação de Compras e Licitações, Coordenação de Contratos e Convênios, Coordenação de Logística e Manutenção, Coordenação de Tecnologia de Informação, Setor de Contabilidade, Orçamento e Finanças e Setor de Almoxarifado e Patrimônio.
COORDENAÇÃO DE COMPRAS E LICITAÇÕES
Continuando nesse percurso, o Art. 48 (IFMT, 2023), a Coordenação de Compras e Licitações é a unidade administrativa que está subordinada ao DAP e é responsável por planejar, coordenar e supervisionar a execução das atividades ligadas às áreas de compras e licitações do campus Alta Floresta. Compete à ela elaborar e acompanhar todos os processos licitatórios, as dispensas e as inexigibilidades, em consonância com as diretrizes e regulamentações da Pró Reitoria de Administração (PROAD).
Dentro desse escopo cabe igualmente auxiliar o Pregoeiro e o Presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL) nas análises e emissões de pareceres sobre impugnações, esclarecimentos e recursos relativos às licitações. Também é de sua responsabilidade toda documentação e arquivo e controle, acompanhamento dos processo licitatórios, bem como as dispesas e inexigibilidades, providenciando orçamentos, elaborando mapas comparativos, elaborando e gerindo Atas de Registro de Preços e providenciando toda a tramitação dos processos a eles relacionados.
esse contexto é de suma importância que essa coordenação mantenha os demais servidores informados sobre o andamento dos processos licitatórios, proponha normas para melhoria de procedimentos de execução de atividades de sua competência e mantenha seus relatórios atualizados.
COORDENAÇÃO DE CONTRATOS E CONVÊNIOS
A Coordenação de Contratos e Convênios, regida pelo Regimento Interno do IFMT Campus Alta Floresta, é uma unidade administrativa de relevância estratégica na gestão da instituição. Sua principal competência, conforme explicitado nos artigos 46 e 47, é a gestão integral dos instrumentos jurídicos, como contratos, convênios e acordos, em conformidade com as normas vigentes. A unidade se subordina ao DAP e desempenha uma função dual: atua tanto na gestão administrativa quanto na fiscalização dos contratos, garantindo a execução alinhada ao objeto estabelecido no edital de licitação.
Suas atribuições abrangem amplas responsabilidades, desde a fase inicial de formalização dos instrumentos, incluindo a elaboração de minutas e termos aditivos, até o acompanhamento e a conclusão de processos. A Coordenação é responsável por solicitar portarias de designação de fiscais, bem como por gerenciar os trâmites administrativos de reequilíbrio econômico-financeiro, reajuste de preços e prorrogação de prazos. A unidade também é encarregada de manter um arquivo atualizado de toda a documentação, de realizar a publicação oficial dos instrumentos e de controlar os limites de acréscimos e supressões, em sintonia com a legislação.
Além da gestão contratual cotidiana, a Coordenação de Contratos e Convênios tem um papel crucial na segurança jurídica e na governança institucional. Ela é a responsável por conduzir Processos Administrativos de Apuração de Irregularidades (PAAI) e por aplicar penalidades, baseada em apontamentos dos fiscais. A unidade também emite atestados de capacidade técnica e, em colaboração com as equipes de fiscalização, verifica o cumprimento das obrigações contratuais por parte das empresas. Essa estrutura demonstra um compromisso institucional com a transparência, a conformidade legal e a gestão eficiente dos recursos públicos, elementos essenciais para o bom funcionamento de uma autarquia federal de ensino.
COORDENAÇÃO DE LOGÍSTICA E MANUTENÇÃO
A Coordenação de Logística e Manutenção do IFMT Campus Alta Floresta é uma unidade administrativa de natureza multifuncional, subordinada ao Departamento de Administração e Planejamento. Conforme descrito nos artigos 50 e 51, sua competência central é o planejamento, a coordenação, a supervisão e a execução de atividades logísticas e de manutenção, elementos vitais para o funcionamento operacional da instituição de ensino. As atribuições desta coordenação demonstram um escopo abrangente que vai desde a gestão de ativos e serviços até a implementação de práticas de sustentabilidade.
As responsabilidades da coordenação podem ser categorizadas em três pilares principais: logística e transporte, manutenção e infraestrutura e gestão administrativa. No primeiro pilar, a unidade é encarregada de coordenar o transporte de pessoas e materiais, gerenciar a frota de veículos oficiais, elaborar escalas de motoristas e assegurar a conformidade legal dos veículos. Esta função é crucial para a mobilidade e o suporte das atividades acadêmicas e administrativas.
O segundo pilar, focado em manutenção e infraestrutura, engloba o controle e a supervisão da manutenção preventiva e corretiva de equipamentos e dependências do campus. A coordenação tem o papel estratégico de propor medidas para otimizar o consumo de recursos, como água e energia elétrica, e de sugerir a adoção de critérios de sustentabilidade nas aquisições e contratações. A responsabilidade por garantir a Coleta Seletiva Solidária reforça o compromisso da unidade com a gestão ambiental.
Por fim, o pilar de gestão administrativa inclui a supervisão do fluxo de documentos e correspondências, a contratação de serviços e a elaboração de relatórios gerenciais. Este conjunto de atribuições demonstra a relevância da coordenação para a eficiência e a sustentabilidade operacional da instituição. Ao garantir a infraestrutura necessária e a conformidade com as normas ambientais e de trânsito, a Coordenação de Logística e Manutenção não apenas sustenta as atividades-fim do campus, mas também contribui para a consolidação de uma gestão pública mais transparente e responsável.
COORDENAÇÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
A Coordenação de Tecnologia da Informação (CTI) do IFMT - Campus Alta Floresta se estabelece como uma unidade administrativa estratégica e vital para o funcionamento da instituição. Subordinada ao Departamento de Administração e Planejamento, suas competências ultrapassam a mera execução técnica, abrangendo um espectro de responsabilidades que vão desde o planejamento tático até o suporte operacional. Sua principal atribuição é planejar, coordenar, supervisionar e orientar todas as atividades de tecnologia da informação do campus, garantindo que estejam alinhadas às diretrizes do Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação (PETI) e do Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI). Essa visão estratégica demonstra o papel proativo da CTI em antecipar as necessidades tecnológicas e em impulsionar a inovação dentro do ambiente acadêmico, o que é fundamental para a educação profissional e tecnológica contemporânea.
As atribuições da CTI podem ser divididas em três grandes eixos que evidenciam sua relevância no cotidiano do campus. O primeiro eixo, de gestão e infraestrutura, engloba a responsabilidade pela coordenação dos sistemas de informação e da infraestrutura de redes, além da manutenção e provimento de um ambiente computacional robusto e seguro. Este eixo também se concentra em garantir a segurança da informação, realizando backups periódicos e seguindo as diretrizes da Política de Segurança da Informação e Comunicação. O segundo eixo, de suporte e capacitação, é voltado diretamente aos usuários. A CTI é responsável por realizar o suporte técnico, diagnosticar e resolver problemas em equipamentos e redes, e, de forma crucial, promover o treinamento dos usuários. Isso garante que professores, alunos e técnicos-administrativos possam utilizar as ferramentas tecnológicas de forma eficaz, otimizando o processo de ensino-aprendizagem e as atividades administrativas.
Por fim, o terceiro eixo, de planejamento e projetos, mostra o papel da CTI como um motor de melhoria contínua. A coordenação é encarregada de propor e acompanhar a implantação de projetos para aprimorar a infraestrutura e os sistemas, bem como de participar do processo de aquisição de equipamentos e serviços. Essa atuação garante que o campus esteja sempre atualizado com as novas tecnologias e que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e alinhada com as necessidades da comunidade acadêmica. Em suma, a CTI não é apenas um setor de manutenção, mas uma unidade estratégica que sustenta, capacita e impulsiona o desenvolvimento tecnológico do IFMT-Campus Alta Floresta, o que é um fator crítico de sucesso para a qualidade da educação oferecida pela instituição.
SETOR DE CONTABILIDADE, ORÇAMENTO E FINANÇAS
O Setor de Contabilidade, Orçamento e Finanças do IFMT - Campus Alta Floresta é uma unidade administrativa de importância crucial, diretamente subordinada ao Departamento de Administração e Planejamento. Suas atribuições transcendem a mera execução de tarefas burocráticas, estabelecendo-se como o núcleo que planeja, coordena e supervisiona a gestão fiscal e financeira da instituição. Em um contexto de educação pública, a relevância desse setor é ampliada, pois ele garante a transparência, a legalidade e a eficiência na aplicação dos recursos públicos, assegurando que o campus possa cumprir sua missão de ensino, pesquisa e extensão. A gestão responsável dos fundos é um pilar para a sustentabilidade e o crescimento da instituição.
As competências do setor podem ser categorizadas em três pilares principais que demonstram sua complexidade. O primeiro pilar, de planejamento e execução orçamentária, é a base de todas as operações. O setor é responsável por planejar e executar atividades contábeis, orçamentárias e financeiras, observando a legislação vigente. Isso inclui o controle de créditos orçamentários, a gestão dos recursos financeiros e o processamento de despesas, como a emissão de empenhos e pagamentos por meio dos sistemas do Governo Federal, como o SIAFI. Esse pilar é vital para que os recursos destinados a projetos pedagógicos e de infraestrutura sejam utilizados de forma correta e em conformidade com as normas.
O segundo pilar, de conformidade e controle fiscal, reforça a responsabilidade do setor em relação à legalidade e à auditoria interna. As atribuições nesse campo incluem a retenção e o recolhimento de tributos, o controle da arrecadação de receitas próprias e a prestação de contas de programas e convênios. Mais ainda, o setor tem a função de realizar a análise contábil de documentos, avaliar a consistência dos balanços e, se necessário, comunicar irregularidades às autoridades competentes. Essa vigilância contábil é essencial para a governança pública e para a manutenção da regularidade fiscal do campus perante os órgãos de fiscalização.
O terceiro e último pilar, de análise e consultoria técnica, demonstra o papel estratégico do setor como um parceiro na tomada de decisões. Suas funções incluem a emissão de pareceres técnicos sobre planilhas de custo e a análise da formação de preços em contratos de terceirização. Além disso, o setor atua como um ponto de referência para a realização de operações contábeis, a conciliação de registros e a elaboração de balanços para o Relatório de Gestão. Em suma, o Setor de Contabilidade, Orçamento e Finanças é o guardião dos recursos financeiros do campus. Sua atuação não se limita a registrar números, mas a garantir que cada centavo seja utilizado de forma transparente e eficaz, o que é um fator crítico de sucesso para a qualidade e a sustentabilidade da gestão de uma instituição de ensino.
SETOR DE ALMOXARIFADO E PATRIMÔNIO
O Setor de Almoxarifado e Patrimônio do IFMT - Campus Alta Floresta é uma unidade administrativa de relevância estratégica, diretamente subordinada ao Departamento de Administração e Planejamento. Sua atuação é fundamental para o controle e a gestão eficiente dos recursos materiais da instituição, abrangendo desde o recebimento de materiais de consumo até o gerenciamento de bens permanentes. A relevância desse setor reside em sua capacidade de garantir a transparência e a rastreabilidade dos ativos, o que é essencial para a governança e a prestação de contas no âmbito do serviço público. Uma gestão patrimonial sólida não apenas evita o desperdício, mas também assegura que os recursos necessários para as atividades de ensino, pesquisa e extensão estejam disponíveis de forma organizada e controlada.
As competências do setor podem ser agrupadas em dois grandes eixos que demonstram a interdependência de suas funções. O primeiro eixo, de gestão de bens permanentes e imóveis, foca na administração do patrimônio da instituição. Suas atribuições incluem o registro, a conferência periódica e a emissão de termos de responsabilidade para bens móveis, além do controle de garantias e da gestão de imóveis no sistema SPIUnet. Esse eixo também é responsável por orientar as comissões na realização de inventários físicos, bem como em ações de desfazimento de bens, como alienação e reaproveitamento. O objetivo principal é manter um controle rigoroso sobre os ativos da instituição, garantindo que sejam utilizados de forma adequada e que seu estado seja monitorado ao longo do tempo.
O segundo eixo, de gestão de materiais de consumo, é voltado para a administração do fluxo de suprimentos do campus. Suas funções abrangem o recebimento, a conferência e o atesto de materiais, além do registro de entrada e saída no sistema de almoxarifado. O setor é responsável por manter o controle de estoque, realizar a contagem periódica e fornecer os materiais de acordo com as requisições autorizadas. Além disso, ele é encarregado de emitir relatórios de movimentação (RMA) para a contabilidade, o que demonstra a integração entre as funções de almoxarifado e as de controle financeiro. Em síntese, o Setor de Almoxarifado e Patrimônio é o guardião dos recursos físicos do campus. Sua atuação não se limita a armazenar itens, mas a criar um sistema de controle que assegura o uso racional dos bens e materiais, o que é um fator crítico para a eficiência operacional e a sustentabilidade financeira da instituição.
Cargos lotados no DAP: Contador, Administrador, Gestor Público, Assistente em Administração, Técnico em Contabilidade, Técnico de Laboratório - Área: Informática.
Atualmente o Departamento de Administração e Planejamento conta com Técnicos administrativos em educação nos cargos de administrador, contador, gestor público, assistente em administração, técnico em contabilidade e técnico de laboratório área. Esses profissionais estão subordinados ao chefe do departamento que está diretamente ligado à Direção Geral do campus. Nessa análise suas atividades correlacionadas diretamente ao planejamento orçamentário e financeiro interno.
A atuação do TAE na EPT exige permitir aos educandos a participação em processos de aprendizagem que estimulem o sentimento de pertencimento à instituição, onde todos participam do contexto escolar. O fortalecimento de práticas educativas humanizadoras, com foco na formação integral, que reintegre educação e trabalho, trabalho manual e trabalho intelectual, devem dar possibilidades de um novo contexto educativo crescente nas instituições de educação profissional e tecnológica, como compromisso político com os trabalhadores e com o mundo do trabalho.
Os cursos de ensino médio integrado com formação integral ofertados pelos IFs, possuem em sua essência, uma proposta para realizar a transformação social, com fundamentos em análises, reconhecimento e modificação do meio em que estão inseridos. Dessa maneira, os TAEs, na qualidade de trabalhadores da educação em uma instituição cujo objetivo principal é a implementação do ensino médio integrado, devem considerar a relevância do ambiente em que exercem suas funções.
Os TAEs possuem uma compreensão ampla da legislação pertinente, da instituição educacional na qual exercem sua função, bem como dos mecanismos que facilitam as políticas democráticas. Ao longo da história da educação pública brasileira, os trabalhadores técnico-administrativos em educação (TAE) têm desempenhado um papel fundamental, embora muitas vezes invisibilizado, na consolidação das instituições de ensino. A origem do reconhecimento formal dessa categoria remonta à promulgação da Lei nº 11.091/2005, que instituiu o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE).
Tal norma consolidou legalmente o que já era uma realidade prática: a imprescindibilidade dos TAEs para o funcionamento pleno do sistema educacional federal. O PCCTAE surgiu num contexto de transformações políticas e sociais pós-Constituição de 1988 e dialoga com os princípios republicanos de valorização do serviço público e da gestão democrática. No estabelecimento de critérios para o crescimento funcional do servidor, o plano de carreira fortaleceu sua atuação e criou políticas de valorização constante de forma clara e transparente tornando acessível a todos os TAEs.
A história dos que trabalham no apoio, diga-se atividade meio, é mais antiga do que as próprias leis que definem o cargo. Desde que as escolas públicas começaram a se organizar no Brasil, principalmente a partir do século XX, já existiam pessoas realizando as atividades essenciais do dia a dia como a limpeza, a cozinha, o serviço de secretaria e, mais tarde, o cuidado com a biblioteca e com os laboratórios.
Apesar de serem fundamentais para o funcionamento da instituição, essas funções sempre foram vistas como menos importantes. Foram consideradas como atividades meio para que a escola aconteça, ficando a sombra do trabalho principal, a sala de aula e o ensino, a atividade fim. O histórico da atuação dos TAEs, contudo, antecede a própria legislação que os regulamenta. Desde o início da organização das escolas públicas no Brasil, especialmente a partir do século XX, afirma a mesma autora (Rocha, 2023), funções de apoio como limpeza, cozinha, secretaria e, posteriormente, biblioteca e laboratórios, já vinham sendo ocupadas por servidores que garantiam o cotidiano escolar. Apesar de sua relevância, essas funções sempre estiveram envoltas em um manto de subvalorização, sendo tradicionalmente consideradas "atividades-meio", distantes do núcleo pedagógico da escola, a "atividade-fim".
Essa separação funcional contribuiu para a marginalização dos técnicos administrativos enquanto profissionais da educação, perpetuando uma estrutura organizacional verticalizada, semelhante à lógica fabril, que hierarquiza o trabalho e estabelece uma falsa oposição entre o trabalho intelectual e o trabalho manual (Rocha, 2023). Esse processo consolidou uma crise de identidade no interior das instituições, dificultando a percepção do TAE como educador.
A literatura recente e a produção acadêmica no campo da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) vêm buscando desconstruir essa dicotomia. Estudos como os de Wolniewicz (2019), por exemplo, demonstram a importância da reflexão sobre o papel formativo desempenhado pelos TAEs. Esses trabalhos evidenciam como o reconhecimento da atuação dos técnicos em processos educativos, seja pela mediação direta com os estudantes, seja pelo suporte que prestam à gestão acadêmica, tem contribuído para a redefinição identitária desses profissionais. As experiências relatadas nesse estudo reforçam que não há separação estanque entre atividades administrativas e pedagógicas, e que, na prática cotidiana, os servidores atuam de forma integrada com a missão formativa das instituições de ensino.
Apesar desse avanço, o enquadramento legal dos TAEs como profissionais da educação ainda enfrenta resistências. A Lei nº 12.014/2009, que alterou a LDB ao definir quem são os profissionais da educação, acabou por não incluir explicitamente o cargo de Assistente em Administração, um dos mais representativos em termos numéricos. Embora o PCCTAE já previsse a formação continuada como direito e dever dos técnicos, a ausência de exigência de formação pedagógica nos concursos públicos para ingresso na carreira foi um fator determinante para a sua exclusão formal no texto da lei. Assim, a valorização do TAE como educador acaba ficando condicionada à obtenção de títulos acadêmicos específicos, perpetuando um cenário de precarização simbólica que afeta diretamente sua identidade profissional.
É nesse horizonte que se insere a luta pelo reconhecimento integral dos TAEs como trabalhadores da educação. A construção dessa identidade passa pela superação da divisão entre escola pedagógica e escola administrativa, herança do modelo capitalista de organização do trabalho, que hierarquiza funções e impede a formação plena dos sujeitos. Os TAEs do DAP, exercem seu papel com consciência do projeto institucional, tornam-se parte finalística e ativa da formação discente, contribuindo com a construção de uma educação pública, qualidade e supramencionada.
Este produto educacional é um site de pesquisa, a terceira parte da pesquisa de mestrado intitulada As Contribuições do Departamento de Administração e Planejamento e o Papel do TAE Educador na EPT, no IFMT campus Alta Floresta.
Este Produto enquadra-se na tipologia Página de Internet/Site, no formato digital que procura-se trazer uma análise da percepção da contribuição do trabalho do TAE lotado no DAP e o reconhecimento como educador, promover e fortalecer práticas desenvolvidas pelos servidores TAEs, a percepção de valorização, a integração com outras coordenações, a participação em eventos que envolvam o departamento de ensino, gerar melhor percepção da relação da atividade com o desenvolvimento do aluno e o pertencimento do servidor no IFMT.
Os resultados da pesquisa de mestrado, assim como informações complementares, para pesquisa pelos usuários da internet, estarão disponíveis após a defesa da dissertação e aprovação pela banca avaliadora.
Apresenta-se com quatro páginas com fotos de eventos com a participação dos alunos e informações das contribuições das atividades dos TAEs do DAP para a realização e mediação da prática educativa.
Destaca-se que como requisito para a obtenção do título de mestre, o programa ProfEPT exige a elaboração de um produto educacional. Os Produtos educacionais são materiais didáticos gerados nos mestrados profissionais na área 46 de ensino e regulamentados pelo GT de Produção Tecnológica da CAPES (2022).